O desafio dos primeiros passos

18 janeiro 2012 | Redação






Durante os quatro anos da faculdade ouvimos falar sobre os desafios do mercado de trabalho. Uma infinidade de áreas e interesses, característicos do mundo da comunicação, não hesita em nos rondar, mas o verdadeiro vilão que muitas vezes nos afasta do que almejamos alcançar é a falta de experiência. O mercado de trabalho, cada vez mais exigente nessa área, determina que empresas contratem jornalistas cada vez mais preparados para atuar em diversas áreas da comunicação.

Entretanto, os jovens não estão ficando para trás e estão buscando, antes mesmo de sair da faculdade, algumas atribuições que irão tornar o caminho pela busca do emprego menos tortuoso. Entre elas se destacam cursos no exterior, aprendizado de dois ou mais idiomas, trabalhos voluntários, pós-graduação, além de estágios e trabalhos como freelancer, que contribuem significativamente para o aumento da experiência na área.

A faculdade, lugar que já não tem mais a fama de ser um ambiente somente dedicado aos estudos, se torna um ambiente estratégico para quem busca se aperfeiçoar. Um bom networking com professores, profissionais e colegas pode render boas indicações de emprego no futuro. As experiências acadêmicas como trabalhos de campo e projetos de rádio e TV podem ser apresentados como portfólio em futuras entrevistas, entre outros. Por fim, e um dos quesitos mais importantes, é a oportunidade de fazer um estágio no período da faculdade. Essa é a principal forma de aproximar o estudante da sua futura formação profissional e é a hora de fazer contatos, colocar a teoria em prática e adquirir experiências.

Portanto, é importante não se deixar dominar pelas dificuldades da busca pelo primeiro emprego. Confiança em si mesmo e disposição são elementos-chave na hora de mostrar o aprendizado adquirido durante os quatro anos de faculdade. Lembre-se que uma carreira baseada no compromisso com a verdade dos fatos e com o acesso dos cidadãos às informações tem tudo para ser destaque no mercado.


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Entrevista com Elisângela Orlando

25 novembro 2011 | Redação







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Jornalismo colaborativo: democratização da notícia

17 junho 2011 | Redação






A tecnologia é uma das grandes facilitadoras do surgimento do jornalismo colaborativo, prática que ganha cada vez mais força na imprensa atual. Por meio dos dispositivos móveis —laptops, celulares, iPhones e iPads— qualquer um é capaz de captar e transmitir informações para todo o mundo. A simultaneidade é sinônimo desse processo, já que o que seria notícia em determinado local toma proporções mundiais devido à globalização.

Na internet, principal meio de propagação dessa vertente jornalística, há uma infinidade de sites nos quais internautas produzem e divulgam seus textos, fotos e vídeos sobre acontecimentos do seu bairro ou da sua cidade, por exemplo, tornando o fato conhecido e comentado em outras regiões. O Portal G1 possui uma página dedicada à postagem de textos noticiosos, fotos e vídeos de interesse público. O material também pode aparecer no jornal local da cidade onde foi produzido. Outro exemplo é o Jornal do Brasil, que possui um jornal on-line participativo, o JBWiki. Com o slogan “Você é o repórter”, a página convida o internauta a divulgar o seu conteúdo de forma gratuita.

Além dos portais, outro meio muito utilizado para a prática do jornalismo colaborativo é o Twitter. Um dos exemplos mais famosos em que esse site foi utilizado como plataforma de jornalismo colaborativo foi a cobertura que os moradores do Complexo do Alemão fizeram durante a ocupação policial na comunidade, no final do ano passado. O perfil, que se descreve como “o primeiro jornal do Complexo do Alemão”, ganhou seguidores famosos, como os blogueiros Felipe Neto e PC Siqueira, a atriz Cláudia Raia e a apresentadora Sônia Abrão. A iniciativa é válida, pois dá voz a todos, além de mostrar o ponto de vista de quem viu a ação toda acontecer de perto.

O crescimento cada vez maior desta prática possibilitará a população ter mais voz ativa, senso crítico e opinião própria. Entretanto, não se deve sair acreditando em tudo o que é publicado por aí, é preciso ter cautela e saber filtrar as informações. É muito comum leitores se depararem com publicações na internet cuja única fonte é um perfil no Twitter, sem ao menos apurar a informação com mais cuidado.

É dever do jornalista colaborativo se manter sempre bem informado, ser realista e passar o máximo de credibilidade para quem irá ler a notícia.

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