Empresas devem utilizar lógica das redes sociais nas estratégias de comunicação interna com funcionários

1 fevereiro 2012 | Redação






As companhias devem explorar a lógica defuncionamento e a interação entre indivíduos nasredes sociais como estratégia de comunicaçãointerna. O principal argumento para tanto está no fato de esse tipo de ferramenta tornar mais eficiente a comunicação, unindo linguagem mais informal, entrega de conteúdo multimídia e interação social entre colaboradores. É o que apontaram especialistas presentes nesta terça-feira (24/01) ao comitê de Marketing da Amcham-São Paulo, que tratou do tema “NovosDesafios da Comunicação Interna”.

“A lógica das redes sociais é o que dita hoje a dinâmica dos negócios. A empresa tem que adaptar suas diversas frentes de comunicação a esse novo importante canal. Osfuncionários e parceiros já estão presentes nas redes sociais e já utilizam o canal também para noticiar informações da companhia. Portanto, é preciso adotar (a ferramenta) e interagir com essa nova realidade”, argumenta Marcelo D’Angelo, diretor de Comunicação do Grupo Camargo Corrêa.

Com uma plataforma de rede social focada no trabalho, as companhias conseguem oferecer um espaço para debates, estimulando a inovação a partir da colaboração e interação entre pessoas com interesses comuns, mesmo quando estão a milhares de quilômetros de distância. “As redes sociais vieram para ficar. As pessoas já estão acostumadas com sua forma de linguagem, e sua lógica defuncionamento facilita e estimula a comunicação”, explica D’Angelo.

Planos da Camargo Corrêa

É pensando nesse tipo de benefício que o Grupo Camargo Corrêa, que conta com61 mil funcionários em empresas na área de construção civil, calçados, energia e transportes, pretende criar sua própria rede social de interação entre colaboradores.

“Ainda não temos prazo de implantação, mas já entendemos a importância desse tipo de ação. Em breve, planejamos lançar nosso próprio Facebook corporativo”, adiantou o executivo. O primeiro passo nesse sentido foi dado em 2011 com a formação e o treinamento da rede de colaboradores digitais do grupo.

Case Pão de Açúcar

O Grupo Pão de Açúcar, maior empregador privado do País, com mais 160 mil colaboradores, é umas das companhias brasileiras que estão saindo na frente e lançando uma plataforma online cujo ponto forte é a interação social. A gerente deComunicação Interna da rede varejista, Luciana Pinto, que também participou docomitê da Amcham-São Paulo, revelou que neste ano entra no ar a nova intranet da companhia focada na realidade da web 2.0.

“A nova intranet será uma grande central de relacionamento entre nosso grandeuniverso de funcionários. Nosso principal objetivo será conquistar um capital social online, que só se constrói a partir da interação e do conhecimento das pessoas em rede, e cresce por meio de confiança e colaboração”, detalhou a executiva.

No contexto atual de conectividade e grande fluxo de informação, ela afirma que uma intranet corporativa só consegue ser relevante atendendo as diferentes dimensões de necessidade humana. “Uma plataforma voltada hoje para acomunicação interna precisa reunir informações que atendam tanto as necessidades emocionais e pessoais como também funcionais do dia a dia detrabalho”, argumenta.

A nova intranet do Grupo Pão de Açúcar foi formatada nesse tipo de cenário. Deacordo com Luciana Pinto, a plataforma terá dois focos de atuação: a “Plataformade Trabalho”, voltada para informações funcionais, informativas e educacionais ligadas diretamente ao ambiente da empresa; e a de “Socialização e Colaboração”, para promover interação entre colaboradores e prover conteúdos interessantes para a vida pessoal dos funcionários.

Rede de agentes da Oxiteno

O envolvimento direto dos colaboradores também foi a aposta da Oxiteno, empresa química do Grupo Ultra, ao criar e planejar plataformas de comunicaçãointerna entre funcionários. A gerente de Comunicação da empresa, Patrícia Merli,compartilhou durante o comitê de Marketing o caso de sucesso de criação da “Rede de Agentes de Comunicação” da companhia. A ação focou no engajamento e treinamento de funcionários para atuar nas diversas plataformas decomunicação.

A Oxiteno possui como canais de comunicação interna veículos online e um impresso, além de campanhas e eventos. “Com a criação da Rede Agentes,descentralizamos a produção de conteúdo para funcionários de outrosdepartamentos e conseguimos garantir a representatividade de diversos assuntos. Além disso, aumentamos o engajamento e a satisfação de nossos colaboradores nos canais de comunicação interna”, disse Patrícia.

A operacionalização da Rede Agentes acontece através de reuniões mensais comos envolvidos, plano de ação também mensais, capacitação, reuniões de pauta e indicadores para medir a performance dos canais de comunicação interna. A gerente da Oxiteno conta que o trabalho rendeu maior fluxo de conteúdo nos veículos internos e consequentemente ampliação de leitura e interação por parte do público-alvo.

Por: Dirceu Pinto

Fonte: Amcham

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Comunicação interna alavanca negócios

2 dezembro 2011 | Redação







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A valorização da comunicação integrada

21 maio 2010 | Denise Teixeira






Conversa vai, conversa vem, descobrimos que a tendência do mercado de comunicação é mesmo absorver, cada vez mais, profissionais diversificados e que saibam fazer comunicação integrada.

Sim, para aqueles que se afirmam jornalistas convictos e que prometem jamais colocar os pés nas atividades de Relações Públicas ou Publicidade, há uma péssima notícia: com o advento da comunicação integrada, cada vez mais presente no mercado, sobra pouco espaço para quem quer uma formação extremamente específica. Hoje são valorizados aqueles profissionais que sabem fazer uma boa apuração e redigir bem. Mas só esse talento natural para o jornalismo passou a ser pouco. Qualquer organização atual exige de seus profissionais de comunicação um mínimo de discernimento de produção gráfica e de conhecimento de públicos.

A tendência para um lado meio RP, aliás, parece ser um caminho muito viável para que o jornalismo supere a queda vertiginosa nas vendas de jornais impressos, fruto do avanço da internet. Isso mesmo. Muitos especialistas da área apontam que um dos caminhos mais viáveis para o jornalismo impresso sobreviver à concorrência desleal da internet é se tornar cada vez mais focado, mais especializado e voltado para um público específico. Depois de definido esse púbico, apontam eles, deve-se estudar suas tendências, costumes e hábitos, para entender suas necessidades e demandas informacionais.

Só a partir desse enfoque e desse conhecimento aprofundado o jornal impresso terá capacidade de satisfazer e fidelizar leitores, gerando um produto de qualidade que agrade aos consumidores. Quer coisa mais RP do que isso? Só para não citar as diversas interseções da Publicidade no meio jornalístico. Quase a totalidade dos jornais atuais passou ou está passando por reformas em seu projeto gráfico, tudo para responder à necessidade de consumidores que, acostumados com a internet, estão cada vez mais ligados no layout e na interatividade das páginas (impressas ou digitais). O velho preto no branco, em papel de ruim qualidade e com aparência de sujo, com escrita que desgasta e sai, está superado. Eis a era da informação visual.

Sim, há ainda muito espaço para o jornalismo. Mas há mais espaço ainda para profissionais da área que sejam capazes de dialogar e atender demandas de outras áreas. E por que não aderir ao multifuncionalismo comunicacional? Afinal, conhecimento sempre agrega e nunca é demais.

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